
Meu nariz parece queimar quando o ar passa por dentro dos seus orifícios, no momento em que inspiro, o ar parece nao querer descer pela garganta e ficar dentro do meu peito por momento algum, comeco a tossir, como se o ar fosse um intruso em meu corpo e entao, é expulso na mesma voracidade em que ele parece querer retornar, e quando isso nao parece demais para o corpo cansado e ja praticamente vazio, o que ainda parece nao sobrar, ele ainda expele, em espirros.
A visao torna-se mais débil do que já é, os dedos tornam- se lenços para os olhos.
As comidas perdem muito o seu sabor, assim como a fome, também se perde.
O colorido desbota em minha mente, e o medo retorna, o tempo nao passa, me vejo perdido, nesses momentos mais bobos, quando noto nao ser de aço, que vejo que sou pouco, fico com medo, porque o tempo me mostra denovo, que passa da forma que quer, e que nao sou dono de nada. Ou é tudo muito cedo, ou será sempre tarde demais, nesses momentos, quero viver uma vida comum, e guardar em minhas gavetas tudo que foi passado, e o que dizia ser vivo, tornar se apenas lembrancas ou pequenas frustracoes... o incerto que sonho, que se torne entao, certeza em minha vida, para eu aceitar denovo, que tudo tem um fim, e tirar do pouco que houve, o muito que ficou e me tornar entao, talvez um pouco mais. Quero que doencas acabem, sem que eu seja tao incomodado. Eu podia voar, eu podia acreditar em mágicas, podia acreditar em tanta coisa, tudo é simples, mas parece que nao consigo conviver com isso, e torna-se tudo tao complicado, mas eu nao desisto, mesmo sem saber, ainda luto contra, nao ligo de perder, tenho mesmo, apenas o medo por ser inseguro, talvez seja algum tipo de trauma, ou o que a vida me passa em sua uniao com o tempo.

As horas vazias tem me enchido, fico cansado as vezes de apenas esperar, mas isso é tudo culpa minha, as palavras que eu ainda nao disse, parecem nao querer sair mais, comecaram a ficar engasgadas, o ar foge em tosses... mais nada sai...
O tempo tem preenchido dessa forma que eu mesmo escolhi, dentro da unica opcao que me foi dada... quando fico assim, opto sempre por ir embora, mas eu desejo tanto mudar, nao que eu acredite, mas tenho esperanças de um novo lar.
Já voce, enfrenta tanto, queria eu poder te ajudar mais, quero que logo, isso termine, como se fosse uma gripe, bom, assim eu espero.
E voce, as coisas que me escreve, nao entram em mim, voce relata apenas sua dor em palavras que parecem dizer o contrário do que escreveu, como se eu fosse o culpado, ou cego e nao soubesse de nada que aconteceu, e é apenas esse o significado que tiro de tudo que li, rebatendo com tudo que voce tem feito. Tudo pode dar errado, mas podiamos ter errado tudo, juntos, voce escolheu fazer isso, separado... pare de repetir, pare de me escrever, poupe sua tinta, deixe me em paz, voce me ensinou a nao te amar.
Minha garganta dói, meu corpo dói, a cabeca parece ferver, e assim vai, para todo o corpo... queria que fosse apenas isso.
Sorte a minha nao estar entre os anos 18 e 19 la na Espanha.
Gustavo Mello
Durmam bem garotas em crise, que tudo de certo pra voces.
agradecimentos as vezes parecem com despedidas, isso nao me faz sentir bem, quando nao quero que vão.
Mais um texto chega ao fim, mais uma vez meu tempo se perde, já é tarde.
Comecou a chover...
vou dormir.
Boa Noite.
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