
Será muito o que sinto. D
Obs.: Cansado, impaciente, irritado, sei lá.
Boa Noite!!!
"Deu saudade... Gosto dos seus textos "escritos atoa", já é de um tempo, mas até parece que esteve aqui hoje, junto com a minha leitura."
Boa noite denovo.
Daqui de dentro, da sala, escuto a chuva lá fora, ela parece gritar, e o vento frio que penetra por entre as frestas da porta e das janelas parecem me molhar, assim, finjo senti-las.
Observo os chuviscos que parecem brilhar, quando passam rente de um poste aceso da rua, no meio da noite.
Vejo as gotas de chuva que escorrem de cima até embaixo da janela, parecem com lágrimas escorrendo, elas limpam as partes do vidro que estavam embaçadas devido ao vento, onde tentei alguns desenhos e escrevi algo...
Da janela do prédio, os automóveis parecem até vultos luminosos, que vão e vem no meio da rua, estes que também saem rasgando as poças d’águas no chão, com seus pneus cantantes.
Observando longe, vêem-se as luzes da cidade, algumas são alaranjadas, outras amarelas, umas brancas, outras vermelhas e até azuis, devem vir desde, luzes de casas, até, placas de propaganda, não dá pra ter tanta certeza, porque a chuva tira muito o campo de visão sobre o horizonte. Olhando pra cima não vejo muito também, até procurei, mas achei nada mais, além de nuvens, está muito nublado, mas isso não torna o céu feio, ou, sem graça, aprendi a contemplar o tempo de sua forma, e não por seu momento e estado, e quando se admira o céu por aquilo que ele é, ele sempre de uma forma, ou de outra, será bonito.
Tento escutar, em meio ao som da chuva, se tem alguém conversando lá fora... Se estiver é porque ele não esta
se molhando sozinho, talvez esteja com guarda-chuva, cada um com o seu, ou dividindo um, os dois, assim, seria mais divertido... Talvez esteja só ou tenha ninguém... Mas não escuto nada, a chuva não deixa, dai então, foi só imaginação minha.
Daqui de dentro, parece que está tocando musica lá fora, e eu queria ser o compositor dela. Correr e molhar apenas pela sensação mesmo, sentir o frio forte e fingir que por um momento aquilo não tem como fazer mal a ninguém... Pergunto-me agora, quantas pessoas estão vivendo essa chuva, quantas estão se molhando lá fora, por vontade de se molhar e nada mais... A gente vive muito, quando observa e sente a chuva com um olhar sonhador.
A vida dessa forma, parece nos enganar, torna-se tão tranqüila, e assim, sentimos livres... Mesmo, algumas vezes até presos, dentro de nossas casas.
A chuva forte que antes parecia gritar agora parece muito calma, e toda a vontade que eu tinha de sair de dentro de casa esta se confundindo com o sono, que veio junto ao convite que recebi, do chuvisco e do frio, para ir até a cama e dormir. Vou para o meu quarto, o som da chuva também parece bom de lá.
Outro dia eu conto essa história do outro lado, caso tenha sorte de estar lá quando a chuva começar. Bons sonhos. U
Gustavo Mello
Obs.: Desta vez eu não queria que estivesse aqui, eu queria ter estado lá.
...Boa noite de chuva pra você, durma bem. =)


Era uma manhã, dessas de sol forte e de céu azul claro, e foi quando da praia até sua casa, sob ajuda do vento, o mar o chamou, em sua subsistência, para fugir... E assim continuou.
O vento balançava sua janela e empurrava contra a parede, como se cada vez, gritasse mais alto para que ele pudesse, em algum momento, ouvir... De sua janela perto ao mar, podiam-se ver quase tudo, mas nunca, até então, havia escutado aquilo, foi chamado pela última vez (parecia), e com medo de perder sua chance, em resposta, de súbito levantou-se de sua cama e assim o fez... Preparou-se para partir.
O dia mais esperado de sua vida, jogou talvez, tudo para o alto, do pouco ou do nada que tinha. Havia tomado sua decisão com ajuda do vento, que ali, por ele, sempre esteve. Aquilo para ele era como uma reza, apenas acreditava, pois soubera que tinha perdido tempo demais em toda sua vida... Estava prestes a ir embora de todos, e de tudo que vestiu sem lhe servir.
Era alguém que vivia de esperas, por algo e alguém, esperava da vida, a vida e o tempo eram tudo que tinha e que não tinha ao mesmo momento, achava ter segurança... Mas no fundo sempre soube, que aquilo na verdade era, o maior perigo de todos os quais estava correndo; a vida que seguia...
Agora nada mais temia, ou, fingiu, nada mais temer...
Pegou seu barco, retirou todas as amarras que havia e de dentro de si, atropelando ventos e terras, correndo como se preparasse vôo, como se quisesse saber mais antes de aprender, afobado, a fim de não perder mais tempo, jogou-se junto de seu pequeno e velho barquinho, mar adentro.
Por ele percorreu sem fim, sem saber onde ir, e sem se preocupar onde chegar... Acreditavam-se muitos anos atrás, que depois do horizonte que se via defronte ao mar, chegar-se-ia ao inferno, mas este acreditava, que talvez fosse o paraíso, o seu... Mas, isso era por ele.
De dia o sol refletia a água, de noite era a vez da lua, das estrelas e de tudo que “passasse” pelo céu... Era tudo que via, quando não havia muitas nuvens cobrindo sua visão. Na verdade era tudo que queria ou precisava ver, mesmo de olhos fechados... Sonhando.
Então ele continuou, e seguiu, acreditava também assim, aprender sempre mais...
chegou certa hora que este alguém, apagou dentro do horizonte, como uma estrela que some de noite quando chega o dia... O mastro apagou-se, como se tivesse mergulhado fundo ao mar.
O mesmo desapareceu. E nunca existiu notícia desse alguém... Dentro de muitos.
Mas para outros, continua navegando, indo longe, enfrentando medo e descobrindo cada vez mais... Mar adentro. M
Gustavo Mello